
O dia já começava solitário e tarde. Não tão tarde quanto antes, mas ainda tarde. Talvez o melhor fosse deitar de novo e aguardar pelo fim da tarde, ou quem sabe sentir o vento de junho pela janela e sentir saudade da época em que queria tantas vezes transformar os momentos em instantes estáticos, e ficar lá para sempre, sentindo calor misturado com frio; enjôo (de ansiedade) misturado com frio na barriga; entre tantas outras sensações indecifráveis, mas maravilhosas… Onde estariam estas, afinal de contas?
Se concedeu descansar, esquecendo a janela aberta e o dia acabando.